Fernando Alves Firmino

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quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Velho Herói



Uma homenagem ao mestre Stan Lee
*escrito por Raphael Miguel
      Quando as sirenes das ambulâncias ecoam por Los Angeles rumo ao luxuoso bairro de Beverly Hills, o mundo parece parar por alguns instantes. E então, todos os problemas do planeta sossegam por alguns momentos e as atenções se voltam às mansões dos astros e estrelas na ânsia de saber o que aconteceu. Minutos de tensão precedem o fatídico noticiário. Foi assim com Michael Jackson, foi assim com Elvis muitos anos antes dele. Dessa vez, a humanidade perdeu outra espécie de rei. Em 12/11/2018, aos 95 anos, lamentamos a morte de Stan Lee.
     A carreira de Stan Lee se confunde com a trajetória de uma das maiores empresas de entretenimento mundial, a Marvel Comics. Muito do que temos hoje, em termos de super-heróis, passou pelas mãos e mente criativas de Stan Lee. Na década de 60, inovou ao trazer para os quadrinhos temas mais comuns ao público americano. Apesar da alta dose de ficção científica de suas criações, afinal estamos falando de heróis de quarinhos, os enredos traziam dramas familiares, conflitos internos, dualidade de caráter. Algo bem diferente e peculiar em contraponto ao que fazia sua distinta concorrente na época.
     Toda essa diferença ficou muito nítida com a criação daquele que viria ser sua obra prima. O Homem-Aranha balançava suas teias por Manhattan ao mesmo tempo em que pensava em como iria pagar suas contas no fim do mês. E toda essa temática mais ‘pé no chão’ esteve presente em muitas de suas criações, como o Demolidor, Homem de Ferro, Pantera Negra e os X-Men.
    Não à toa, a Marvel tornou-se um diferencial no mercado e Lee sempre esteve por trás disso, aliado a outros grandes artistas, como Jack Kirby. Mais próximos da realidade estadunidense, seus heróis eram mais homens e menos super, uma tendência que passou a se intensificar ao decorrer das décadas e que veio a influenciar toda a indústria dos quadrinhos.  
    Eu era nerd muito antes disso ser considerado cool, o tipo de adolescente que andava por aí com camisetas de heróis, se enfiava em bancas de revistas e sebos, que conhecia a árvore genealógica de quase todos os personagens existentes. Até por isso, sempre reverenciei a figura de Stan Lee.
     Esse senhor foi uma das maiores inspirações na minha carreira literária e por influência maciça dele, tive a coragem de apostar na criação de Os Supremos, trazendo heróis brasileiros originais para a literatura brasileira. Inclusive, o nome, Os Supremos, é uma homenagem direta, eis que homônimo, a uma das versões dos Vingadores.
    E assim como eu, o roteirista da Marvel deixou uma legião de fãs e admiradores de seu legado, sendo influente não apenas para os consumidores dos quadrinhos, mas para todo amante de cultura pop do globo terrestre. Devemos muito ao que veio da mente desse homem. Tanto que a própria DC, concorrente histórica da Marvel, se rendeu aos encantos do editor e lançou uma série que recontava os grandes nomes de seus personagens idealizados por Stan em 2001. Uma nítida homenagem e atitude de reconhecimento.  


     Podemos dizer que Lee está para os quadrinhos assim como Walt Disney está para as animações; assim como Einstein está para a física; como os Stones estão para o rock; assim como Pelé está para o futebol.  
     Minha professora de biologia no colegial repetia exaustivamente uma máxima no começo de cada aula. Dizia ela que todo ser vivo nasce, cresce, reproduz e morre. Esse é o tal ciclo da vida, mas existe uma maneira de burlar o sistema, de sobrepor essa ideia, de ser imortal. Basta fazer algo incrível, deixar seu legado, cravar seu nome no coração das pessoas. Stan Lee fez exatamente isso, e o fez de forma heróica. A humanidade agradece.
     Icônico, ímpar, visionário. Stan Lee, um monstro sagrado da cultura pop.
     Já que citei Os Supremos, nele deixo uma mensagem aos leitores e sei que o eterno nome da Marvel concordaria comigo. “Talvez o mundo precise de mais heróis.” Hoje, com a devida licença poética, quero reformular a citação.
      “Talvez o mundo precise de mais Stan Lee.” 
     Adeus, velho herói. Obrigado por tudo.

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Feliz Dia dos Professores


Só alguns grandes professores da ficção para lembrar o quanto são importantes...




sexta-feira, 29 de junho de 2018

Jackson 5 - Desenho



Jackson 5

     O grupo Jackson 5, formado por Michael Jackson mais quatro dos seus nove irmãos: Jackie, Tito, Marlon e Randy, venceram em 1965 um concurso de talentos em uma escola local com a música “My Girl”, do grupo “The Temptations” – o que abriu as portas para a banda fazer sucesso em todos os EUA.

     No início da carreira, o grupo abria shows de grandes nomes da música americana, entre eles: The Pips, Gladys Knight e James Brown, que foi a inspiração de Michael para a dança.

     O Jackson 5 entrou para a história musical do país por ser a primeira banda formada por negros a fazer sucesso, até que, em 1970, a música “I’ll Be There” estourou nas paradas americanas e fez com que o grupo virasse desenho animado, devido às incríveis marcas alcançadas com a venda dos produtos, que levavam o nome da banda.

O desenho

     Com o sucesso estrondoso que Os Jacksons faziam em todo o mundo a Rankin/Bass, que já tinha produzido o desenho The Beatles, resolveu levar o grupo para às telinhas em formato de desenho animado. Arthur Rankin e Jules Bass são mais conhecidos por produzirem alguns dos mais famosos especiais de Natal, como Rudolph, a Rena do Nariz Vermelho e A Verdadeira História de Papai Noel. Eles também presentearam-nos com alguns longas como A Festa do Monstro Maluco (Mad Monster Party) e O Último Unicórnio, e séries animadas como ThunderCats e Silver Hawks.

     O curioso desenho Jackson 5ive, foi exibido originalmente pela rede americana ABC entre novembro de 1971 e novembro de 1973, aos sábados de manhã. Em 1985 passou a ser reprisado no auge da carreira do cantor.

     A série foi produzida essencialmente em Londres, nos estúdios de Halas e Batchelor, mas algumas animações foram realizadas nos Estúdios Moro, em Barcelona, Espanha. O diretor era o espanhol-americano Robert Balser. A 1ª temporada teve 17 episódios produzidos, e a segunda, com o título de “The New Jackson 5ive Show”, teve apenas 6 episódios.

Emissora: ABC.
Emissora no Brasil: TV Tupi e Rede Manchete.
Transmissão Original: de 11 de setembro de 1971 a 14 de outubro de 1972.
Duração: 30 minutos.
Temporadas: 2 (23 episódios).
Cores.
Companhias Produtoras: Rankin/Bass Productions.





quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

Clube dos Cinco (1985)



Orçamento: 1 milhão de dólares.
Bilheteria: 52 milhões de dólares.

Elenco: Emilio Estevez, Molly Ringwald, Judd Nelson, Anthony Michael Hall, Ally Sheedy.

Cinco estudantes devem ficar de castigo na escola por algo de errado que fizeram. Muito diferentes uns dos outros, e cada um com uma personalidade muito específica, eles têm segredos e aspectos estranhos que os tornam únicos. Um filme da década de 80 que antecipou o drama do bullying que muitos jovens sofrem hoje em dia. Um filme despretensioso que se transformou em um filme cult.




Nota IMDb (classificação dada pelo público): 7,9.

Fonte: Incrível

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Sega 32x

Sega 32x é um acessório para o console da Sega, o Mega Drive, Genesis Na América do Norte.
No Japão, foi distribuído com o nome Sega Super 32X. Na América do Norte, Sega Genesis 32X. Na Europa, Austrália, e Brasil, era chamado Mega 32X.
O acessório deveria ser inserido na entrada de cartucho do Mega Drive, recebendo cartuchos próprios ou do Mega Drive. Para caber em todas as versões do console, possuía diferentes fundos.






Fonte: wikipedia

segunda-feira, 19 de junho de 2017

Dia do Cinema Brasileiro


Hoje, 19 de junho, é o dia do Cinema Brasileiro

Qual seu filme brasileiro inesquecível?

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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Dia do Datilógrafo







     No dia 24 de maio, comemora-se o Dia do Datilógrafo, uma data que a informática tornou sem sentido. O datilógrafo usava máquina de escrever, que imprimia o texto diretamente em uma folha de papel. Se errasse uma letra que fosse, não tinha como deletá-la e escrever de novo. Restava-lhe reescrever o texto, ou apagar a letra errada. Neste caso, usava uma borracha, ou uma tinta branca, aplicada como quem passa esmalte na unha. Então, rebatia a letra certa. Não ficava um primor, mas... A máquina de escrever, afinal, era um utilíssimo instrumento mecânico, mas sem recursos especiais.

     Os "tipos" (letra ou outro sinal, gravado em relevo numa das faces, para se reproduzir, por meio de impressão, em superfície apropriada) das máquinas de escrever tinham de ser limpos regularmente. A máquina foi indispensável desde que passou a ser fabricada em série, em 1868, nos Estados Unidos. O fabricante, Christopher Scholes, pediu à sua filha Lílian que experimentasse uma delas. Lílian foi considerada a primeira mulher da história a usar a máquina de escrever. Secretária – No centenário de seu nascimento, em 1950, os fabricantes dessas máquinas elegeram, para comemorar, a melhor datilógrafa. Surgiu daí o Dia da Secretária.

   Ana Maria Guida ainda estava no ginásio, em Guarulhos, quando entrou para a escola de datilografia. Escrever à máquina era imprescindível para conseguir um emprego. Em 1969, formada em química industrial e boa datilógrafa, conquistou o cargo de secretária de gerência, na Indústria Pfizer. Elétricas – Seu principal instrumento de trabalho era uma máquina Olivetti. Já havia máquinas elétricas (com o mesmo princípio das outras), mas estas eram só para secretárias de diretores. "Sem máquina de escrever não teríamos como trabalhar", diz Ana, hoje, aos 63 anos. Ela datilografava os relatórios mensais, de 25 páginas. E, no dia-a-dia, memorandos e outros papéis. "Eu gostava muito de datilografar. A máquina para mim era quase um piano", completa Ana, que toca piano desde menina.

    Para conseguir um bom emprego, era essencial que a pessoa fosse datilógrafa. Hoje, essa palavra, que traduz o profissional que escreve rápido na máquina de escrever, pode soar estranho para as novas gerações.Um dos trabalhos das secretárias era limpar os tipos da máquina, onde estão as letras. Os tipos batiam em uma fita tintada e assim imprimiam as letras no papel. Mas resíduos da fita iam-se acumulado nos tipos. A letra "o" , por exemplo, acabava virando uma bolinha preta. As máquinas estavam sempre tinindo. A função das secretárias era muito prestigiada. No Dia da Secretária, elas recebiam flores e eram levadas a almoço especial. "Fazíamos roupa para esse dia." Ana teve outros empregos e, em 1989, começou em uma faculdade. Agora, trabalhava com um computador. Mas lhe trouxeram um problema: notas promissórias teriam que ser preenchidas na máquina de escrever. Para ela, problema nenhum. Ela gosta de trabalhar no computador. "Se eu fosse escrever à máquina, hoje, acho que enfiaria os dedos no meio do teclado", diz.

     Uma hora de aula, de segunda a sexta-feira. Na primeira lição, o aluno treinava por uma hora as letras a,s,d,f,g com a mão esquerda - ç, l, k, j, h, com a direita. Mais para frente, uma plaqueta era colocada um palmo acima do teclado. O aluno não via as teclas e, assim, aprendia a escrever sem olhar para elas. Ao ser diplomado, tinha não só a habilidade para datilografar, mas conhecia o texto de cartas comerciais, ofícios, e outras exigências da época. Também aprendia postura para sentar à frente da máquina. Estava pronto para trabalhar.

     Aureliano, o resistente Aureliano Nunes em sua loja: computador, só para as contas. Computador, Aureliano Nunes não quer "nem ver pela frente." Sua paixão é a máquina de escrever. Acha que seu uso nunca vai acabar. Prova disso é que prepara seu filho, de 16 anos, para sucedê-lo em seu negócio: conserto e venda de máquinas de escrever. Mantém sua loja, no mesmo lugar, no centro de Guarulhos, há 38 anos. Acha que algum fabricante ainda vai voltar a fabricar essas máquinas, por serem indispensáveis. Mas o computador escreve e transmite... "Não tem problema, você escreve na máquina e passa pelo fax." O fato é que o movimento da loja caiu bem. "Era muito bom", diz Aureliano, 44 anos. "Hoje, vou sobrevivendo." Diz que alguns escritórios ainda usam máquina de escrever para alguns trabalhos. Assim como fazem despachantes e contadores, para preencher guias e formulários. "Mas o cliente particular desapareceu." Quem tinha máquina de escrever em casa trocou pelo computador. Afinal, ache Aureliano o que achar, máquina de escrever não se conecta com a internet. Para o conserto e manutenção das máquinas, Aureliano não dispõe de peças novas. Manda as defeituosas para pessoas especializadas em recuperá-las. Soldam, moldam, refazem a peça.

     As prateleiras da loja mostram máquinas usadas, revisadas, à venda. Olivetti semi-portátil, R$ 280. Mesma marca, Línea 98, R$ 380. IBM elétrica, R$ 650. Todas prontas para usar. Um cliente de Aureliano tem seu escritório de despachante bem próximo. Ernesto Hilário Kuhn trabalha há 31 anos com suas duas Remingtons. Com elas, preenche papéis como as fichas de controle do escritório. "Gosto das minhas máquinas", diz. Nem lhe passa pela cabeça encostá-las. O computador, no entanto, também está ali. Com ele, paga as taxas do Detran e as contas do banco.

    Essenciais em qualquer escritório do planeta em décadas passadas, atualmente as velhas máquinas de escrever, elétricas ou mecânicas, são peças de museu. Foram substituídas ao longo dos anos pelos modernos computadores.


Fonte: Diário do Comércio-SP