Fernando Alves Firmino

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sábado, 9 de novembro de 2013

Genius...sensacional




     Quem não lembra deste brinquedo que mexeu com uma geração inteira...me recordo dos encontros com os colegas após a escola, onde era só levar o Genius e começava o campeonato para ver quem era o melhor...



Vamos conhecer mais sobre ele?

     No começo da década de 70, criadores da empresa Atari desenvolveram um protótipo de jogo eletrônico de mesa, no estilo dos pinballs, com diversas luzes que deveriam ser pressionadas na sequência correta. Porém, tal ideia foi abandonada e não chegou a ser produzida. Poucos anos depois, o inventor Milton Bradley aproveitou a ideia, transformando o conceito em um brinquedo portátil e marcante, que foi ofertado a diversas empresas do setor.

     A ideia de Bradley foi aprovada e lançada pela Hasbro, se transformando no maior hit do mercado de brinquedos no ano de 1978. Originalmente, o brinquedo tem o nome de Simon, derivado de uma brincadeira infantil chamada "Simon Says", conhecida no Brasil como "Siga o Mestre" ou "O Mestre Mandou".

     No Brasil, a Estrela licenciou os direitos do jogo, e no ano de 1980 lançou o produto, usando o nome "Genius" e também alcançando enorme sucesso. Desde então, o Simon vendeu milhões de unidades, servindo de inspiração para diversos outros jogos, provas de gincanas televisivas, games de celular e consoles e etc (veja ao lado a imagem de uma versão "de bolso"). A simplicidade do conceito de jogo e o design clássico marcaram o Simon/Genius como um dos brinquedos mais populares do século XX, o transformando também em ícone da cultura pop!

     Você sabia que:

     - O lançamento do Simon se deu em uma festa na lendária discoteca Studio 54, em NY, no ano de 1978.

     - A fase mais dificíl na versão original do brinquedo tem 31 repetições de luzes.

     - O jogo aparece nos filmes "E.T." e "Férias Frustradas".

     - Além do Brasil, alguns dos poucos países que modificaram o nome original são a Alemanha (onde o brinquedo é chamado de "Senso") e a Espanha (onde o nome é "Mi Amigo").

        Serviu de base para a fabricação do Merlin.

Vejam esta relíquia, vídeo da propaganda do Genius com o gênio Chico Anysio

Abaixo vídeo do relançamento do Genius:

sábado, 7 de setembro de 2013

Águas de Março é eleita o maior clássico da música brasileira.


     A Rádio Eldorado e o Jornal O Estado de SP realizaram pesquisa e a música de Tom Jobim e Elis Regina foi eleita o maior clássico da música brasileira.



     Confira a matéria do Jornal O Estado de SP:

     Exatos 1.300 votos fizeram de Águas de Março, “o maior clássico do música brasileira” na enquete promovida pela Rádio Eldorado, em parceria com o estadao.com e o Estado. No total, foram 15.988 participações, e nenhuma candidata ficou sem indicação. Tom Jobim tinha seis músicas concorrendo nas 50 pré-selecionadas. Cinco parcerias e apenas uma feita somente por ele. Foi justamente esta que ficou no topo.
  A gravação original de Águas de Março foi lançada pelo Pasquim, em 1972, no compactoDisco de Bolso, com interpretação do próprio Tom. A proposta era apresentar, de um lado, uma composição de um artista consagrado e, do outro, um novo artista. Assim, o lado B deÁguas de Março foi Agnus Sei, dos então “desconhecidos” João Bosco e Aldir Blanc. Entretanto, foi na gravação do disco Elis & Tom, de 1974, que a música encontrou sua vocação para dueto e se tornou o clássico que ainda é.
     A canção foi feita no sítio do maestro, em Poço Fundo, onde a natureza e o silêncio da noite ajudavam Tom a compor. Segundo sua irmã, Helena Jobim, no livro Antonio Carlos Jobim – Um Homem Iluminado, Tom estava trabalhando obsessivamente em Matita Perê na época. Águas de Março surgiu como um respiro, deixando o maestro muito empolgado. Embora a melodia não seja triste, a letra da canção certamente tem um tom de melancolia. O compositor já declarou em entrevistas que a compôs num período de depressão. Ele achava que ninguém mais ouvia suas músicas, bebia demais e, assim, apareceram versos como  “é o fim do caminho / é um resto de toco, / é um pouco sozinho”.
     A estrutura de Águas de Março utiliza um recurso parecido com o do Samba de Uma Nota Só, ou seja, a repetição de notas e variação de acordes, o que faz a música parecer simples, sendo ao mesmo tempo sofisticada. Essa “simplicidade” aliada às imagens da natureza talvez tenha sido o apelo para que se tornasse mais de uma vez trilha sonora de comerciais de TV.

    Um dos critérios utilizados na seleção das músicas que fizeram parte da enquete foi a representatividade fora do País. A segunda colocada foi canção que apresentou o Brasil aos estrangeiros, em especial aos norte-americanos. Aquarela do Brasil, de Ary Barroso, foi feita em 1939 e gravada originalmente por Francisco Alves. Mas só caiu nas graças do público quando serviu de tema para Zé Carioca no filme  Alô, Amigos, da Disney. A 34.ª colocada na enquete também está no mesmo filme: Tico-Tico no Fubá, de Zequinha de Abreu e Aloysio Oliveira.
     Curiosamente, na época em que Tom Jobim fez Águas de Março, ele estava muito entusiasmado com Construção, lançada no ano anterior por Chico Buarque. A suposta morte de um operário narrada em tom épico e dramático, com arranjo sinfônico do maestro Rogério Duprat e versos terminados em proparoxítonas, foi a terceira canção mais votada.
     Fechando o pódio das cinco primeiras, Luiz Gonzaga emplacou Asa Branca no quarto lugar, que é seguida por Carinhoso.

A VOTAÇÃO
1 - Águas de Março (Tom Jobim) – 1.300 votos
2 - Aquarela do Brasil (Ari Barroso) – 1.159 votos
3 - Construção (Chico Buarque) – 1.102 votos
4 - Asa Branca (Luiz Gonzaga) – 972 votos
5 - Carinhoso (Pixinguinha /João de Barro) – 924 votos
6 - As Rosas Não Falam (Cartola) – 852 votos
7 - Garota de Ipanema (Tom Jobim / Vinicius de Moraes) – 779 votos
8 - Trem das Onze (Adoniran Barbosa) –750 votos
9 - Ouro de Tolo (Raul Seixas) – 640 votos
10 - Como Nossos Pais (Belchior) – 631 votos
11 - Chega de Saudade (Tom Jobim / Vinicius de Moraes) – 470 votos
12 - Alegria Alegria (Caetano Veloso) – 408 votos
13 - Pra Não Dizer que Não Falei das Flores (Geraldo Vandré) – 393 votos
14 - Brasileirinho (Waldir Azevedo / Pereira da Costa) – 379 votos
15 - Travessia (Milton Nascimento / Fernando Brant) – 335 votos
16 -Eu Sei que Vou te Amar (Jobim / Vinicius) – 308 votos
17 - Balada do Louco (Arnaldo Baptista / Rita Lee) – 301 votos
18 - O que Será (Chico Buarque) – 297 votos
19 - Ideologia (Roberto Frejat / Cazuza) – 278 votos
20 - Eu Te Amo (Chico Buarque / Tom Jobim) – 222 votos
21 - Detalhes (Roberto Carlos / Erasmo Carlos) – 213 votos
22 - O Bêbado e a Equilibrista (João Bosco / Aldir Blanc) – 207 votos
23 - Ai, Que Saudades da Amélia (Ataulfo Alves / Mário Lago) – 205 votos
24 - Sangue Latino (João Ricardo / Paulinho Mendonça) – 198 votos
25 - Disparada (Geraldo Vandré / Theo de Barros) – 183 votos
26 - Com Que Roupa (Noel Rosa) – 182 votos
27 - As Curvas da Estrada de Santos (Roberto Carlos / Erasmo Carlos) – 180 votos
28 - Desafinado (Tom Jobim / Newton Mendonça) – 159 votos
29 - Canto de Ossanha (Vinicius de Moraes / Baden Powell) – 153 votos
30 - O Trem Azul (Lô Borges / Ronaldo Bastos) – 132 votos
31 - País Tropical (Jorge Ben Jor) – 132 votos
32 - Sampa (Caetano Veloso) – 131 votos
33 - Mania de Você (Rita Lee / Roberto de Carvalho) – 125 votos
34 - Tico-Tico no Fubá (Zequinha de Abreu / Aloysio Oliveira) – 121 votos
35 - Foi um Rio que Passou em Minha Vida (Paulinho da Viola) – 120 votos
36 - Domingo no Parque (Gilberto Gil) – 111 votos
37 - Brasil Pandeiro (Assis Valente) – 103 votos
38 - Manhã de Carnaval (Luiz Bonfá / Antônio Maria) – 98 votos
39 - Tarde em Itapuã (Vinicius de Moraes / Toquinho) ­– 98 votos
40 - Mas Que Nada (Jorge Ben Jor) – 94 votos
41 - Ronda (Paulo Vanzolini) – 94 votos
42 - Como uma Onda (Lulu Santos / Nelson Motta) – 89 votos
43 - Folhas Secas (Nelson Cavaquinho / Guilherme de Brito) – 62 votos
44 - Pérola Negra (Luiz Melodia) – 51 votos
45 - Óculos (Herbert Vianna) – 47 votos
46 - Marina (Dorival Caymmi) – 44 votos
47 - O Que É que a Baiana Tem (Dorival Caymmi) – 39 votos
48 - Diz que Fui Por Aí (Zé Keti / Hortêncio Rocha) – 36 votos
49 - Samba de Verão (Marcos Valle / Paulo Sergio Valle) – 31 votos
50 - Primavera (Silvio Rochael / Cassiano) – 25 votos

Texto de: Regis Salvarani - O Estado de S. Paulo

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Homenagem a Freddie Mercury, líder do Queen

Por: Fernando Alves Firmino


'Eu não serei um astro do rock, eu serei uma lenda', disse Freddie Mercury aos membros da banda que estava formando em 1970.

     Se ele estivesse vivo, completaria 67 anos. Freddie Mercury, nome artístico de Farrokh Bulsara (Zanzibar, 5 de setembro de 1946 — Londres, 24 de novembro de 1991), foi um cantor, pianista e compositor que ficou mundialmente famoso como vocalista da banda britânica de hard rock Queen, que ele integrou de 1970 até o ano de sua morte.

     Mercury se tornou célebre por seu poderoso tom de voz e suas performances energéticas que sempre envolviam a plateia, sendo considerado pela crítica como um dos maiores artistas de todos os tempos. 

     Como compositor, Mercury criou a maioria dos grandes sucessos do Queen, como "We Are the Champions", "Love of my Life", "Killer Queen", "Bohemian Rhapsody", "Somebody to Love" e "Don't Stop Me Now". Além de seu trabalho na banda, Mercury também lançou vários projetos paralelos, incluindo um álbum solo, Mr. Bad Guy, em 1985, e um disco de ópera ao lado da soprano Montserrat Caballé, Barcelona, em 1988. Mercury morreu vítima de broncopneumonia, acarretada pela AIDS, em 1991, um dia depois de ter assumido a doença publicamente.

     Seu trabalho no Queen ainda lhe gera reconhecimento até os dias de hoje: Mercury é citado como principal influência de muitos outros cantores e bandas. Em 2006, ele foi nomeado a maior celebridade asiática de todos os tempos, sendo também eleito o maior líder de banda da história em uma votação pública organizada pela MTV americana. Em 2008, ele ficou na décima oitava posição na lista dos "100 Maiores Cantores de Todos os Tempos" da revista Rolling Stone, e no ano seguinte a Classic Rock o nomeou o maior vocalista do rock and roll. Com o Queen, Mercury já vendeu mais de cento e cinquenta milhões de discos ao redor do mundo.


Confira um pouco do talento de Freddie Mercury.


Aqui em Barcelona em 1988.

     Com o Queen, Mercury lançou quinze álbuns, incluindo um disco póstumo, e também lançou dois álbuns solo.4 Os discos estão listados a seguir:


Com o Queen:

Queen (1973)
Queen II (1974)
Sheer Heart Attack (1974)
A Night at the Opera (1975)
A Day at the Races (1976)
News of the World (1977)
Jazz (1978)
The Game (1980)
Flash Gordon (1980)
Hot Space (1982)
The Works (1984)
A Kind of Magic (1986)
The Miracle (1989)
Innuendo (1991)
Made in Heaven (1995)

Solo:

Mr. Bad Guy (1985)
Barcelona (1988)


sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Urso do Cabelo Duro







     Este é um daqueles clássicos dos estúdios Hanna Barbera de 1971, no EUA foi exibido na CBS e foram produzidos somente 16 episódios inesquecíveis.

     A série apresentava três adoráveis ursos — Cabeludo (Hair Bear), que fala rápido; Enrolado (Bubi Bear), que fala de forma confusa; e Quadrado (Square Bear), que fala devagar — que estão sempre tramando um jeito de escapar do Zoológico das Maravilhas (Wonderland Zoo).

A moto invisível era demais...
     Sua caverna têm o melhor da tecnologia escondida atrás de uma parede mas, quando os guardas do parque chegam, eles imediatamente escondem seu segredo atrás da parede novamente. Além disso tudo eles tem uma moto invisível, que os ajuda em mil e uma situações. Os guardas Pibi e Botch são os obstáculos das artimanhas de Cabeludo, cabeça do trio.

Alta tecnologia na caverna...



Assista um episódio e mate a saudade:




terça-feira, 28 de maio de 2013

Toni Basil - Mickey






A cantora nos dias atuais


     Este vídeo é para os saudosistas, música de 1982, "one hit wonder" de Toni Basil, uma cantora e coreógrafa norte-americana, atualmente com 69 anos.Foi de resto uma canção classificada no 6º lugar dos maiores "one hit wonders" dos anos 80, pelo VH1.

      Na verdade, "Mickey" é uma versão de um original dos britânicos Racey, gravada em 1979, mas foi com Toni Basil que galgou tabelas em todo o mundo.

       No vídeo, Basil usa uniforme de cheerleader da Las Vegas High School onde se formou.

   

video

terça-feira, 14 de maio de 2013

Carangos e motocas (1974)

Inesquecível hein... ????
Ai a tela de abertura.



     Whellie, Rota e a turma do Chapa (Motocão na nova dublagem) eram os personagens desse desenho muito divertido, no qual todos os personagens eram automóveis e não existiam seres humanos. A turma do Chapa era formada por motoclicletas metidas a besta, que viviam tentando prejudicar Whellie, o pequeno carro vermelho. O pivô da disputa era a conquista do amor de Rota, a bela conversível amarela. Todos os personagens tinham voz, menos Whellie que, estranhamente, só buzinava. A produção é da Hanna-Barbera de 1971 e foi apresentado no Brasil nos anos 70, 80 e recentemente, nos anos 90, pela Rede Record, nas manhãs de sábado.


O casal 20 do desenho.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Os monstros




      The Munsters (no Brasil, Os Monstros) é uma série de televisão criada ao mesmo tempo que a Família Addams. Foi ao ar no dia 24 de Setembro de 1964 pela rede de televisão CBS . Em 1966 foi lançado o longa-metragem "Monstros à Solta", quando a série já estava em declínio. Os episódios eram em preto & branco, o que foi apontada como a principal causa da queda da audiência, pois perderam pontos quando estrearam no canal concorrente ABC a série colorida de Batman. O filme de 1966 trazia pela primeira vez a família em cores, mas o sucesso relativo do mesmo não conseguiu fazer com que a produção da TV continuasse.


Ai a abertura original. Inesquecível



Olha mais um pouco.

sábado, 20 de abril de 2013

As Panteras (Charlie's Angels - 1976 a 1981 - 116 episódios)





     "Era uma vez três panterinhas que entraram para a polícia feminina. E a cada uma foi destinada uma missão perigosa. Mas eu as afastei de tudo isso. E agora trabalham para mim. Meu nome é Charlie."

     Neste seriado três lindas garotas trabalham como detetives resolvendo diversos casos para um misterioso milionário chamado Charlie Townsend .

     Charlie nunca aparece e passa suas instruções por um comunicador para suas panterinhas. Ao lado das garotas está o amigo de Charlie, John Bosley que as ajuda em suas missões.

     As componentes originais das Panteras eram: Sabrina (Kate Jackson) que fazia o papel da líder intelectual, fria e racional; Jill (Farah Fawcett) que fazia o tipo atlético e Kelly (Jaclyn Smith) que interpretava uma ex-show girl para quando era necessário um charme extra.

     Jill foi substituída por Kris Munroe (Cheryl Ladd), que fazia o papel de sua irmã caçula. Na quarta temporada Sabrina deixou o grupo e Tiffany Welles (Shelley Hack) 


domingo, 31 de março de 2013

Mauricio de Sousa




     Hoje o Super 80 vem render homenagens a este gênio, aquele que alimentou e está presente em nosso imaginário, repleto de histórias, Mauricio de Sousa.


    Mauricio de Sousa nasceu no Brasil, numa pequena cidade do estado de São Paulo, chamada Santa Isabel. Foi em outubro de 1935.

    Seu pai era o poeta e barbeiro Antônio Mauricio de Sousa. A mãe, Petronilha Araújo de Sousa, poetisa. Além de Mauricio, o casal teve mais três filhos: Mariza (já falecida), Maura e Marcio.

    Com poucos meses, Mauricio foi levado pela família para a vizinha cidade de Mogi das Cruzes, onde passou parte da infância. Outra parte foi vivida em São Paulo, onde seu pai trabalhou em estações de rádio algumas vezes.

    Suas primeiras aulas foram no externato São Franciso, ao lado da Faculdade, no centro de São Paulo. Mas depois continuou estudos no primário e no ginásio, dividindo-se entre as duas cidades.

    Enquanto estudava, trabalhou em rádio, no interior, onde também ensaiou números de canto e dança.

   Chegou a fazer ilustrações para os jornais de Mogi. Mas queria desenvolver técnica e arte. Para isso, precisava procurar os grandes centros, onde editoras e jornais pudessem se interessar pelo seu trabalho.

    Pegou amostras do que já tinha feito e publicado e dirigiu-se para São Paulo em busca de emprego. Não conseguiu. Mas havia uma vaga de repórter policial no jornal Folha da Manhã. E Mauricio fez um teste para ocupar a vaga. E passou.
    Ficou 5 anos escrevendo reportagens policiais. Mas chegou um tempo em que tinha que decidir entre a polícia e a arte. Ficou com a velha paixão.

   Criou uma série de tiras em quadrinhos com um cãozinho e seu dono  Bidu e Franjinha  e ofereceu o material para os redatores da Folha. As historietas foram aceitas, o jornalismo perdeu um repórter policial e ganhou um desenhista.

    Essa passagem deu-se em 1959.

    Nos anos seguintes, Mauricio criaria outras tiras de jornal  Cebolinha, Piteco, Chico Bento, Penadinho e páginas tipo tablóide para publicação semanal - Horácio, Raposão, Astronauta - que invadiram dezenas de publicações durante 10 anos.

   Para a distribuição desse material, Mauricio criou um serviço de redistribuição que atingiu mais de 200 jornais ao fim de uma década.

    Daí chegou o tempo das revistas de banca. Foi em 1970, quando Mônica foi lançada já com tiragem de 200 mil exemplares. Foi seguida, dois anos depois, pela revista Cebolinha e nos anos seguintes pelas publicações do Chico Bento, Cascão, Magali, Pelezinho e outras.

   Durante esses anos todos, Mauricio desenvolveu um sistema de trabalho em equipe que possibilitou, também, sua entrada no licenciamento de produtos.

   Seus trabalhos começaram a ser conhecidos no exterior e em diversos países surgiram revistas com a Turma da Mônica.

    Mas chegou a década de 80 e a invasão dos desenhos animados japoneses.

    Mauricio ainda não tinha desenhos para televisão. E perdeu mercados.

    Resolveu enfrentar o desafio e abriu um estúdio de animação  a Black & White  com mais de 70 artistas realizando 8 longas-metragens. Estava se preparando para a volta aos mercados perdidos, mas não contava com as dificuldades políticas e econômicas do país. A inflação impedia projetos a longo prazo (como têm que ser as produções de filmes sofisticados como as animações), a bilheteria sem controle dos cinemas que fazia evaporar quase 100% da receita, e o pior: a lei de reserva de mercado da informática, que nos impedia o acesso à tecnologia de ponta necessária para a animação moderna.

    Mauricio, então, parou com o desenho animado e concentrou-se somente nas histórias em quadrinhos e seu merchandising, até que a situação se normalizasse. O que está ocorrendo agora.

    Conseqüentemente, voltam os planos de animação e outros projetos.



    E dentre esses projetos, após a criação do primeiro parque temático (o Parque da Mônica, no Shopping Eldorado, em São Paulo, seguido do Parque da Mônica do Rio de Janeiro) Mauricio prevê a construção de outros, inclusive no exterior.

    As revistas vendem-se aos milhões, o licenciamento é o mais poderoso do país e os estúdios se preparam para trabalhar com a televisão.

     A par de um projeto educacional ambicioso, onde pretende-se levar a alfabetização para mais de 10 milhões de crianças.



    A Turma da Mônica e todos os demais personagens criados por Mauricio de Sousa estão aí, mais fortes do que nunca, com um tipo de mensagem carinhosa, alegre, descontraída, dirigida às crianças e aos adultos de todo o mundo que tenham alguns minutos para sorrir, felizes.


segunda-feira, 25 de março de 2013

DeLorean, um ícone







     O engenheiro John Zachary DeLorean foi o idealizador do primeiro muscle car, o Pontiac GTO, em 1964, e foi na divisão mais esportiva da General Motors que ele ganhou fama em Detroit. Chegou aos altos escalões do grupo até que saiu da empresa, em 1973. DeLorean tinha o sonho de criar um esportivo de aço inoxidável, ideia que até apresentou à GM. Não houve interesse, mas ele não desistiu: fundou sua própria companhia. Em 1975 o desenho do cupê estava pronto nas pranchetas de Giorgetto Giugiaro, mas faltava financiamento. Com sua reputação dos tempos de executivo da GM e acesso a nomes influents da indústria, ele custeou o projeto de 300 milhões de dólares com 4 milhões do próprio bolso, mais dinheiro de Wall Street, de revendedores, do governo britânico e até do apresentador de TV Johnny Carson.

     De posse do dinheiro, ele ergueu uma fábrica em Dumurry, na Irlanda do Norte. Influência da Lotus, o chassi em Y do carro era de fibra de vidro e resina conhecida como Elastic Reservoir Molding (ERM). Completando a multinacionalidade, o motor V6 Peugeot-Renault traseiro de 145 cv usava cabeçote Volvo e injeção mecânica Bosch. Na frente, iam radiador e tanque de gasolina.

     O aço inoxidável dos painéis da carroceria custava oito vezes mais que o aço estampado tradicional. Assim, ela deveria resistir à corrosão ao menos 25 anos. Parafusos fixavam as chapas para facilitar a manutenção. Sem pintura nem polimento, a lataria só precisava de uma palha de aço especial para esconder arranhões. As portas asa-de-gaivota, eternizadas pelo Mercedes-Benz 300 SL 1954, não só conferiam personalidade como segurança em colisão - o batente mais alto da porta fornecia um anteparo a mais contra impactos laterais. Embora conhecido depois como DMC-12, o modelo foi lançado em 1981 como DeLorean Sports Car e considerado caro, lento, falho no acabamento e bem menos visionário que a expectativa em torno dele fazia supor.

    As vendas caíram já no segundo ano e logo depois o governo britânico fechou a fábrica por irregularidades fiscais, deixando 2 000 carros prontos no pátio. Tudo caminhava para que o DMC-12 fosse mais um fracassado esportivo idealizado por um sonhador, quando virou estrela do filme De Volta Para o Futuro, de 1985 - o que motivou uma empresa do Texas a comprar o ferramental e voltar a produzir o cupê a partir de 2008. Ou seja, o status de ícone cultural do DeLorean surgiu só depois de seu prematuro fim e vem repercutindo até hoje, durando mais que o aço inoxidável da sua carroceria.




quinta-feira, 14 de março de 2013

Máquina de escrever, lembra ???


Esta era presença garantida nos cursos de datilografia.

     A máquina de escrever, máquina datilográfica ou máquina de datilografia é um instrumento mecânico, electromecânico ou eletrônico com teclas que, quando premidas, causam a impressão de caracteres num documento, em geral de papel.

     O método pelo qual uma máquina de escrever deixa a impressão no papel varia de acordo com o tipo de máquina. Habitualmente é causado pelo impacto de um elemento metálico, com um alto relevo do carácter a imprimir, numa fita com tinta que em contato com o papel é depositada na sua superfície.

     No fim do século XX tornou-se rara a utilização de máquinas de escrever na generalidade das empresas e na utilização doméstica, sendo substituídas pelo computador, que, com processadores de texto, possibilitam efetuar o mesmo trabalho de modo mais eficiente e rápido.

     O profissional especializado em usar a máquina de escrever é chamado de datilógrafo.

Eu tive uma destas.

     A invenção de um primitivo dispositivo de escrever mecanicamente é atribuída a Henri Mill, em 1714.

     O italiano Pellegrino Turri introduziu, em 1808, o sistema de Teclado. Posteriormente, o mecânico norte americano Carlos Thuber criou um modelo aperfeiçoado, com maior rapidez de escrita (1843). Outros nomes como os do norte-americano Burth, o inglês Jenkins, e o francês Pogrin, colaboraram para o aperfeiçoamento da máquina.

    As primeiras máquinas imprimiam apenas em caracteres maiúsculos. Foi Brooks quem conseguiu a impressão dos caracteres maiúsculos e minúsculos.

     A última fábrica que produzia máquinas de escrever não elétricas, a Godrej and Boyce em Bombaim, Índia, encerrou em 2011, depois de ter vendido menos de 1.000 exemplares no último ano, definitivamente tornou-se numa peça de museu.

Máquina Elétrica.


A máquina de escrever brasileira

     A invenção de um dispositivo mecânico de escrita no Brasil é atribuída ao padre Francisco João de Azevedo, nascido na Paraíba do Norte (atual João Pessoa) em 1827 e falecido em 1888. Professor de Matemática do Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, integrante de uma família em que existiam mecânicos, constrói um modelo de máquina de escrever que apresentou na Exposição Agrícola e Industrial de Pernambuco em 1861, e na Exposição Nacional do Rio de Janeiro, em fins do mesmo ano, sendo premiado com a Medalha de Ouro.

quarta-feira, 13 de março de 2013

The B-52s




      E ai galera do Super 80, olha, hoje ouvindo meus discos, fiquei com saudades desta banda incrível e vamos conhecer um pouco mais sobre ela.

     Nos primeiros três anos, os The B-52s tocam inicialmente em clubes, sendo o mais conhecido o Max's Kansas City. Dada a sua falta de conhecimentos musicais, chegam a utilizar gravações de guitarras e percussão.

     Em 1979 lançam o seu primeiro álbum The B-52's, marcado por ritmos de dança, humor e bizarria, do qual se destaca o tema "Rock Lobster" ("Lagosta Rocker" ou "Lagosta do Rock") .

     O segundo álbum Wild Planet lançado em 1980, segue a mesma linha do anterior, com destaque para as faixas "Private Idaho" e "Give Me Back My Man".

     Em 1981, lançam Party Mix, compilação com 6 faixas remixadas dos dois primeiros álbuns.



    Em 1982, David Byrne, dos Talking Heads, trabalha como produtor com a banda mas, após algumas sessões fracassadas, lançam o EP Mesopotamia, que surge sem parte do humor característico do grupo.

   Whammy!, o terceiro álbum dos The B-52s, lançado em 1983, mostra o grupo com uma nova sonoridade, mais electrónica. Mesmo assim, o hit do álbum é "Legal Tender".

     Em 1985, participam com grande sucesso do festival brasileiro Rock In Rio, no Rio de Janeiro. Foi seu maior público. Apesar do sucesso, foi a última aparição pública de Ricky Wilson com a banda. Ele faleceria de 12 de outubro daquele ano, vitimado por um câncer linfático, causado pela AIDS.

    O álbum seguinte, Bouncing Off the Satellites, editado em 1986, é marcado pela morte de Ricky Wilson, poucos meses antes do seu lançamento. A banda ressente-se desta perda e ainda enfrenta o descaso da gravadora. Os hits desse álbum são "Summer Of Love" e "Girl From Ipanema Goes To Greenland".

     Só em 1989 volta com um novo trabalho, Cosmic Thing, que se torna o álbum de maior sucesso comercial do grupo, com êxitos como "Love Shack", "Roam" e "Deadbeat Club".

    Em 1992, Cindy Wilson, esgotada com as turnês do álbum anterior, abandona a banda, e é como trio que os B-52s lançam Good Stuff. Cindy junta-se novamente à banda em 1998, mas apenas para apoio da turnê da banda, na promoção do álbum de êxitos Time Capsule.


segunda-feira, 11 de março de 2013

Douglas Adams faria 61 anos hoje

Douglas Adams

 ​     Douglas Adams, escritor e comediante britânico é o homenageado do Google nesta segunda-feira, data em que completaria 61 anos, com um doodle (logo) animado. Entre seus trabalhos está a série de TV Monty Python's Flyong Circus e a saga que inclui O Guia do Mochileiro das Galáxias.


     Ele nasceu em Cambridge, em 11 de março de 1952 e morreu em Santa Bárbara, em 11 de maio de 2001.
A saga do Guia do Mochileiro das Galaxias.
     Douglas Adams escreveu O Guia do Mochileiro das Galáxias, que faz parte de uma saga de cinco livros, que inclui ainda O Restaurante no Fim do Universo, A Vida, o Universo e Tudo Mais, Até logo, e Obrigado pelos Peixes e Praticamente Inofensiva.

sexta-feira, 8 de março de 2013

INXS




     A banda australiana INXS (a pronuncia é "inecsses", abreviação de "in excess" que significa "em excesso"), teve seu início em 1977. Michael Hutchence conheceu Andrew em uma briga na escola, e descobriram um gosto em comum: a música. Daí em diante estava formada a banda: The Farris Brothers (a maioria de seus integrantes eram irmãos). A formação que duraria 20 anos contava com Jon Farris (bateria), Andrew Farris (teclado), Tim Farris (guitarra), Kirk Pengilly (Guitarra, sax e vocal), Garry Gary Beers (baixo) e Michael Hutchence (vocal). Fizeram vários shows com este primeiro nome por diversos pubs (barzinhos) em Sydney e em Perth.
    Em 1979 adotaram definitivamente o nome INXS e gravaram seu primeiro LP auto-intitulado em 1980. Faziam um som diferente que misturava Rock e Funk, principalmente. O álbum tinha o hit "Just keep walking" que foi sucesso local. No ano seguinte lançaram o segundo álbum, "Underneath the colours", também sucesso na Austrália.
     Mas é "Shabooh Shoobah" lançado em 1982 que apresenta o INXS ao restante do mundo, quando ocorreram shows nos E.U.A e na Inglaterra e as rádios começaram a tocar INXS. A banda retorna à Austrália para lançar o próximo álbum, "The Swing", e chamam o produtor Nile Rogers (o mesmo de David Bowie) para elaborar uma faixa, "The Original Sin", uma letra política, abordando o racismo e embalada por um funk irresistível. A música foi vetada em algumas rádios conservadoras e Michael deu o seguinte depoimento: " A canção incomodou as pessoas de direita. Não creio que uns versos possam consertar o mundo mas podem mudar um pouco as coisas. Fico contente que a música tenha saído".
     Em 1985 sai "Listen like Thieves" que logo ultrapassa um milhão de cópias nos Estados Unidos, e o single "What you Need" chega ao topo das paradas junto com músicas como "This time" e "Kiss the Dirt".
    Paralelo a tudo isso, Michael surpreende ao atuar no filme "Dogs in Space", que trouxe um hit produzido pela banda para a trilha sonora do filme, "Rooms of the memory". Ainda neste ano INXS faz uma apresentação demolidora no Live Aid e prova que vieram pra ficar.
    O ano de 1987 viu o INXS explodir entre as maiores bandas do mundo. "Kick" vendeu mais de 10 milhões de cópias em pouco tempo e é considerado por muitos fãs até hoje como o melhor álbum da banda em toda carreira. Este trouxe hits como "Devil Inside", "New Sensation", "Never tear us apart" e a número um das paradas em diversos países, "Need you tonight", ganhando inclusive premiações do MTV Vídeo Music Awards.
     Após essa agitação a banda decidiu se afastar por pelo menos dois anos afim de recuperar energias. Os membros se separaram para realizar projetos solos, mas em 1990 estavam de volta com "X", em comemoração aos 10 anos de banda, que teve várias músicas de sucesso como "Suicide Blonde", "Disappear", "Bitter Tears" e "By My Side", constantemente tocada nas rádios brasileiras.


    Continuaram com suas enormes turnês pelo mundo, aliás uma de suas principais características. Fizeram um grande show em Julho de 1991 no Estádio de Wembley conhecido por ser palco das bandas mais famosas do mundo. Performance perfeita para uma platéia enlouquecida de 80 mil pessoas. À partir deste show lançaram "Live Baby Live", com os maiores sucessos da banda ao vivo! Estiveram no Rock in Rio no dia 19 de Janeiro de 1991, onde a banda arrasou.
    Em "Welcome to Wherever You Are" de 1992 eles inovaram e mostraram-se mais diferentes e criativos, como em "Not Enough time", "Heaven Sent" e "Beautiful Girl". Surpreendem mais uma vez no ano seguinte quando é lançado "Full Moon And Dirty Hearts", pois trata-se de um álbum muito mais pesado e com letras fortes, descrito por Michael como "Profundo e não pesado". O CD conta com a participação do lendário Ray Charles na música "Please ( You’ve Got That...)", e com Chrissy Hyndes do Pretenders na música que dá nome ao álbum. Destaque para "The Gift" que veio acompanhado de um excelente vídeo-clipe.


    No ano de 1994 a banda lançou (já estava na hora) um "Greatest Hits" contendo os maiores sucessos do INXS até então. Excelente para quem quer conhecer o som diversificado da banda. Após este CD a banda tira longas férias e só decide reaparecer em 1997, quando iriam lançar "Elegantly Wasted" e preparavam uma turnê mundial em comemoração de 20 anos de existência da banda, que não chegou a acontecer.
     Em novembro daquele ano acontece uma tragédia: o vocalista Michael Hutchence é encontrado enforcado em um quarto de hotel em Sydney com apenas 37 anos de idade. Muitas histórias especulam sobre sua morte, mas a mais provável é o suicídio. Hutchence vinha tendo problemas particulares, sofria de depressão e tomava muitos anti-depressivos fortes, dentre eles Prozac. O mundo ficou abalado e os integrantes e fãs da banda chocados com a morte do ídolo.
     O CD foi lançado mesmo assim, sendo o último com Michael, que ainda teve seu álbum solo lançado, no qual Bono Vox do U2 faz participação na faixa "Slide Away". "Don’t Lose Your Head" de "Elegantly Wasted" foi trilha sonora para o filme "A outra Face".
     A banda ainda abalada, demorou a decidir se continuariam ou não. Tocavam somente em eventos e com vocalistas convidados. Até que surge uma esperança na abertura dos Jogos Olímpicos em Sydney. Convidam Jon Stevens, vocalista da banda Noiseworks. Ele se saiu muito bem sendo inclusive aprovado pelos antigos fãs da banda, e acabou fixando-se no lugar do ex-vocalista. A banda, com novo fôlego, recomeçou uma grande turnê, "Just For Kicks", que teve início no Brasil, em Maio de 2002. É lançado então o CD duplo contendo o nome da turnê.
    Segundo o baixista Garry Beers, eles pretendem lançar um CD com músicas inéditas em breve. Ficamos no aguardo.
Discografia:


Álbuns de estúdio

INXS (1980)
Underneath the Colours (1981)
Shabooh Shoobah (1982)
The Swing (1984)
Listen Like Thieves (1985)
Kick (1987)
X (1990)
Welcome to Wherever You Are (1992)
Full Moon, Dirty Hearts (1993)
Elegantly Wasted (1997)
Switch (2005)
Original Sin (2010)

Ao vivo

Live Baby Live (1991)
INXS: Live at Barker Hangar (2004)
Compilações
INXSIVE (1982)
The Greatest Hits (1994)
Shine Like It Does: The Anthology (1979-1997) (2001)
Definitive INXS/The Best of INXS (2002)
Stay Young 1979-1982 (2002)
The Years 1979-1997 (2002)
INXS²: The Remixes (2004)




Fonte: Inxs http://whiplash.net/materias/biografias/038820-inxs.html#ixzz2MxDnso8w